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sábado, dezembro 03, 2005

«Por cada camino...»

«Por todos los caminos que me faltan, una noche no me basta.» . Valeria Duque dos Santos .
Por cada camino que me falta
te devolveré una sonrisa,
un pan ahora salido del horno en fuego,
un moranguito, una naranja y esta copa
de embriagante ambrosía fuerte y blanca.

Por cada camino que me vence,
por cada paso que me agota,
escribiré un verbo sin sujeto
alguno otro que el yo y el tú
libremente singulares aislados
como la rama de olivo del Judas santo.

Por cada camino que me falte
borraré mis palabras con mis gestos,
mis actos crearán la claridad,
alumbrarán los pasos que te falten.

Negra y oscura me quedé tras la ventana
antes de que descubriera que se agiganta
en madera donde un sólo fuego habita
sin morir ni volverse llama vana.

Por cada camino que me falte
voy a erguir otra casa en las portadas,
escribiré que respiro añoro siento
al mismo ritmo en el que amo tu boca

Escribiré que te respiro y te deseo,
ardiente fuego nos liga y nos traiciona
si nos quedarmos distantes de ese Monte.

Por cada camino que a mi me falte
te faltará a tí también un otro:
es que este fuego que alimenta nos da ganas
de caminarnos despacio tras la tormenta.

Es que este fuego alimenta y nos aguanta
cuando los temblores perfuman nuestro beso:
un beso arde por cada camino que nos falta.

. maria toscano
Coimbra, Setembro, 2005

Sem comentários:

já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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