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quarta-feira, setembro 19, 2007

do imenso verso, maria t

há um verso que se abre
em borboletas
em caules. enraizado
na calma.
.
um verso desfolhando-se
em silêncio
em serena tropelia reanimado
em canículas de espera
carinhosa
aninhado - um verso envolto
no xaile. ao colo. da expectação.
.
.
.
há um verso imenso. imenso imenso. imenso.
.
.
.
amarelo, ao sol
vermeho, à lareira
branco e luminoso ao luar
- um verso envolvente
salutar
verso de todos os gestos e elementos
verso de todos os astros
e esponsais
verso dos espaços todos
cardeais ou rasos - fractal
verso antiquário do gérmen
da poesia.
.
.
.
há um verso. e sangra
em cada mãe.
.
uma câmara oculta
respeitosa
a perseverar na busca da alegria

4 comentários:

Anónimo disse...

Encontraremos sempre um verso em tudo oque nos rodeia é essa a tua condição! Leio-os os teus poemas em voz alta e ouço-te...
abraço

sulmoura disse...

Anónimo/a: não respondo a comentários anónimos; se coontinuar, bloqueio os seus comentários. Só aviso uma vez.

Anónimo disse...

Fui anónimo sem querer! Eu sou o
Zé Marto,
um vadio terno e irónico
sisudo de lágrima fora,
triste por riso
quando está por dentro
a véspera que se demora.
sou eu um vagar e uma manhã
um risco, ou um traço
uma palavra que aberta arda
no calor das mãos
o sumo de uma laranja
ou bago de romã

sulmoura disse...

:-)
já te enviei um correio a pedir desculpas...
:-(
Obrigada!
mana t

já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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