Central Blogs
. Licença Creative Commons
sulmoura de Maria Toscano está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://sulmoura.blogspot.pt/.

segunda-feira, maio 14, 2012

o meu primeiro poema (escrito com 11 anos)

este foi o 1.º poema que escrevi, aos 11 anos de idade.
.
escrevi-o de um jorro — leia-se: seguido, corrido, de uma assentada.
.
por todas as razões e mais nenhuma, gosto muito dele.
.
.
.
Uma certa maneira de viver


Sempre que uma guerra perco
eu ergo a minha bandeira
feita de luta e canseira
feita de espanto e arrogância
com um sabor à alegria
mais o medo e a tristeza
que trago dentro da esperança.

Em cada dia que vivo
eu construo o meu destino.
Em cada gesto que faço
eu teço o meu pensamento
num tempo de acordar, lento,
em cada manhã que nasço.

Porque este tempo e este espaço
não é o canto da lareira
nem a hora do jantar:
é o lugar onde eu renasço
depois da morte-frieira,
é um tempo de acordar.

Que a verdade há-de, um dia,
ser a porta da alegria
— hoje é porta da aventura
     enquanto a mentira dura.
.
.
.
maria toscano
Coimbra, Abril de 1974.
.



4 comentários:

Benó disse...

Gostei muito. É um primeiro cheio de força e garra. Parabéns.

Nilson Barcelli disse...

Nota-se alguma ingenuidade própri da idade, mas já existem alguns traços de poeta...
Beijo, querida amiga.

Maria Toscano disse...

:-) pois nota, sim, Caro Nilson :-) até algum militantismo social :-); Obrigada!

Maria Toscano disse...

Benó: muito obrigada! (lamento mas esqueci-me totalmente de vir moderar os comentários aqui do blogue :-( Obrigada! mt

já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
.
faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
.
chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
.
nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
.
como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
.
ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
.