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terça-feira, maio 16, 2006

Da Espada e Da Rosa (poema démodé)

. .

.Sou Espada para bolor e lêndeas

.artimanhadas sem escrúpulos nem dolo

.sou a lâmina afiada, a tesoura

.o afilado do gume, o recorte

.o xis-acto em cada corte renovado

.- sou Espada que rasa a injúria

.que rapa, de vez, os tentáculos do Mal

.decepando a eito, feroz e firmemente,

.as metástases do nojo e da perfídia.

.

.isso sou: a ancestral Espada

.que herdei de Dons Afonso e Diniz:

.com um, afio a face da Bravura;

.com outro, aprendo o filete da Fala

.

.mas também sou, estou para Além

.desta herança de Luta desmedida

.

.levo, intacta, a áurea de Inês

.caminho por entre vestes esguias

.onde guardo o Sábio e incontido

.Gesto de gerar o Pão-da-Rosa.

.

.

.Sou a Espada a Pétala e o Alimento

.- filha de portugueses: do Talento.

.

.maria toscano

.Coimbra, Restaurante "After-Hours", 7/ Junho/ 2004

4 comentários:

al-jib disse...

rendo-me, como bom tuaregue, ao talento português e à verve lírica de Natália, na pena de Maria Toscano!

(agora sim, peço bis )

S Guadalupe disse...

e que comias tu?
eheheh...

mouradia disse...

ehehehe
GRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
outra Diabinha, claro
(mas já sabíamossssssssssssssssss)

bjs
GraTa plaS visitaS
('tou em falta, bem sei, impenitente social)
:-P

Anónimo disse...

I really enjoyed looking at your site, I found it very helpful indeed, keep up the good work.
»

já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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