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quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Bem-Flexiguranças, mt

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ditosos
os que sabem o BI
o CN, o NIB
e os 4 asteriscos.
.
ditosos
os que usam bifocais
calos nos passos frios
dedos frieiras.
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ditosos os que não escondem
as brancas
e escondem as broncas dos outros.
superiores
.
sereis ditosos sempre que vos
enviarem um fax
de que sabeis o remetente
e o codex postal de cor.
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sereis ditosos sempre que vos
fizerem spam
e accionardes a actualização do anti-virus.
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sereis ditosos
se em nome da indignação
fordes invectivados
ameaçados ou seduzidos
e, cordatamente
- digo: assertivamente -
ditosos vos mantiverdes:
Fiéis do Sistema.
e Ámen.
.
maria toscano,
Coimbra, a 7 fevereiro de 2008
.
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.
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o lazer o sonho o prazer
são luxos a que não te podes dar
.
este aqui e agora de pausa
o repouso acordado o descanso
à noite
não te competem
.
nem o luar
nem o sol
são
para ti.
.
.
.
aliás
nem sequer se percebe
o que fazes tu
aqui.
vivo.
.
.
.
maria toscano, Coimbra, Café Santa Cruz, 27 Set/ 2007 .

8 comentários:

Anónimo disse...

Boa malha!
porque esta é a ditosa » pátria» a grande amada !
uma pessoa que ainda não é capaz de dizer país como Ruy Belo o disse, há muito tempo não merece nem a mátria que teve frateria que nunca soube dizer.... Merece o porreiro pá, em grande pose de político Rapazote !
poeme-mos com essas benditas ferramentas!
haja poesia ! um abraço zé marto


pS : nem merece o conto » que» da escritora Luisa Costa Gomes uma pérola bem desmontada dos »ques »
da língua patroa Zé marto

sulmoura disse...

Amigo: confesso que não percebi muito bem todas as tuas metáforas ou indirectas... a ignorância é terrível! pois... mas Agradeço-TE o Tempo e A Palavra Amiga que me deixas!bjsss

Anónimo disse...

Maria, não há indirectas repara no tom do teu poema.... falas em ditosos , tem ressonância de camões, nesta era, o que é interessante na tua linguagem são também as ressonâncias e referências explícitas do tecnológico para falar de »Pátria,» ditosos» ideia que abomino, depois as outras não se cumpriram , Ruy Belo falou em País , foi o primeiro, suponho, e este, o nosso agora também não se cumpre... É uma expiação....
Se te falo do »que» título de um conto de Luisa Costa Gomes, no livro, Setembro, é porque está lá uma estrofe, salvo erro , na qual contamos tantos »ques» que ficamos com a ideia, eu fiquei pelo menos que tudo é relativo! É a tal língua patroa, não é essa , na qual vivemos , quando a ela nos referem a ideia de Pátria ou nós a referimos... Camôes QUE CAMÔES, do qual Camões ... Não sei se te ocorre o mesmo, tudo é relativo...:::)
Falo sempre claro por que razão eu ia dizer uma indirecta a uma poeta como tu.... Achas!!! Eu sou igualzinho quando não percebo pergunto.... Li o teu registo fortemente irónico e ocorreu-me tudo aquilo... São recepções éticas e poéticas que são sempre diferentes... Eu li assim , pareceu-me isto.... Provavelmente não estás de acordo é um direito teu , ora essa, os poetas não se explicam , isso é trabalho para outros.... nunca uma só linha de um verso tem a mesmo valor quando recebido por n pessoas .... pois tudo é relativo:) QUE!
Mas descansa, não somos os únicos... um abraço poeta

JRMarto

isabel victor disse...

Arredonda a saia ... vem ao terreiro.



Aqui há poesia !

Gostei

iv*

sulmoura disse...

Bem Vinda!, Visitante com afinidades várias, ao que percebi
:-)
Volte sempre e Bem Haja!

Profanus disse...

se me é permetida a discordância se bem que arcaica , no meu dizer , arregaçm camisas e calças os homens e as mulheres levantam saias e assim é que há dança no terreiro ! jRM

sulmoura disse...

não que seja arcaica... lamentavelmente, mas tão-«só» androcêntrica...
«neste» terreiro, e no do «me», vivemos de «outro» ponto de vista, quer dizer: «já demos» para o androcentrismo; mas que o hay, hay...
:-(

sulmoura disse...

errata: no comentário anterior onde se lê «me» deve ler-se «eme»(de emedeamar, o outro)

já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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