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sábado, abril 29, 2006

A minha aldeia (a de Gedeão...)

Minha aldeia é todo o mundo.

.Todo o mundo me pertence.

.Aqui me encontro e confundo

.com gente de todo o mundo

.que a todo o mundo pertence.

.Bate o sol na minha aldeia

.com várias inclinações.

.Ângulo novo, nova ideia;

.outros graus, outras razões.

.Que os homens da minha aldeia

.são centenas de milhões.

.Os homens da minha aldeia

.divergem por natureza.

.O mesmo sonho os separa,

.a mesma fria certeza

.os afasta e desampara,

.rumorejante seara

.onde se odeia em beleza.

.Os homens da minha aldeia

.formigam raivosamente

.com os pés colados ao chão.

.Nessa prisão permanente

.cada qual é seu irmão.

.Valência de fora e dentro

.ligam tudo ao mesmo centro

.numa inquebrável cadeia.

.Longas raízes que imergem,

.todos os homens convergem

.no centro da minha aldeia.

.

.António Gedeão (1906 - 1997)

3 comentários:

Anónimo disse...

Great site loved it alot, will come back and visit again.
»

Anónimo disse...

Greets to the webmaster of this wonderful site! Keep up the good work. Thanks.
»

Anónimo disse...

I say briefly: Best! Useful information. Good job guys.
»

já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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