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sexta-feira, janeiro 12, 2007

amo o coração (mais modos)

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amo o coração da vagem verde/
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que ensina socalcos dedicados./
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ruma ao sabor do suor. /
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brisas salinas./
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gotículas/
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demoradas noites/
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mãos de regatos mornos/
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inocentes/
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ensinam a erupção da lava. /
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ensinam. /
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amo o coração da vagem verde/
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que ensina os meus socalcos. /
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de terra./
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Coimbra, TAGV, 9 Junho, 2006/
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2 comentários:

josé marto disse...

Honre-se o teu belíssimo poema! Que este chegue aos teus olhos e à tua fala!
"Procura para ti amigas confiantes/que não prefiram o número ao milagre./Sei muito bem - Vénus é obra das mãos, artífice que sou/conheço a minha arte. Desde os mutismos altamente solenes/até ao espezinhar completo da alma:/ todas as escadas divinas - desde: a minha respiração - até ao: não respires!" de Marina Tsvetáeva (trad. Nina e Filipe Guerra). Abraços

sulmoura disse...

Zé: Bem hajas pelo que dizes.

O poema "sairá" do comentário para a página - em breve.

bjs e Obrigada

já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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