Casa Fernando Pessoa assinala aniversário Drummond de Andrade
O aniversário do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade é assinalado hoje, em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa, com o «Dia D», inteiramente dedicado ao escritor, numa associação ao Instituto Moreira Salles, do Brasil, que lançou a iniciativa.
A estreia mundial do documentário «Consideração do Poema», sobre o escritor, prevista para as 18:30, culmina a jornada iniciada às 10:00, com a projeção do filme «No Meio do Caminho», feito a partir da leitura do poema homónimo de Drummond de Andrade em diferentes línguas, segundo a programação anunciada pela Casa Fernando Pessoa.
«Consideração do Poema» estabelece um panorama sobre a obra de Drummond de Andrade, a partir de leituras feitas por figuras da cultura brasileira, como o escritor e compositor Chico Buarque, os músicos Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto, as atrizes Fernanda Torres e Marília Pera, o filósofo e poeta Antonio Cícero e o escritor Milton Hatoum.
.
Fonte: Diário Digital / Lusa
.
|
voz do sul, em sal moura./ espigas e oliveiras em campo maior./ mãos de avós, raízes e galgos sedentos de chuva./ tapete de luz./ calçada puída.// voz do sul: canto lunar da madrugada.
.

sulmoura de Maria Toscano está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://sulmoura.blogspot.pt/.
sulmoura de Maria Toscano está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em http://sulmoura.blogspot.pt/.
blogue de rascunhos que recusa o acordo ortográfico — onde estamos:
- Maria Toscano / Sulmoura edição de Autor
- artconnectberlin
- video walks poéticos
- "Andam pela terra os poetas". 8.ª Sessão. Casino Figueira/Minerva Coimbra/IsabelGarcia. 29Out2013.
- Antologias Multinacionais: "Cintilações da Sombra 2" (Org: Victor Oliveira Mateus), 2014.
- Antologias Multinacionais: "O Prisma das Muitas Cores - Poesia de Amor Portuguesa e Brasileira" (Org: Victor Oliveira Mateus), 2010.
- Antologias Nacionais: "Abril 40 Anos". Colectânea de Textos. APE / Âncora Editora, 2014.
- Antologias Nacionais: "Degraus" - antologia poética solidária (LAHUC). edição: Casino Figueira, 2013.
- Antologias Nacionais: Amado Amato (Org: Pedro Salvado), Câmara Muncipal de Castelo Branco, 2012.
- Antologias Nacionais: Encantada Coimbra (Coimbra Capital Nacional da Cultura), 2003.
- Antologias Nacionais: Memória da Palavra.Antologia Poética. 1º Encontro de Jovens Poetas de Coimbra (SECC), 1995.
- Colectâneas Nacionais: Poesia Por Timor Loro Sae.
- Bienais de Poesia: III Bienal de Poesia de Silves, 2008.
- Bienais de Poesia: IV Bienal de Poesia de Silves, 2010.
- Blogues (outros) da Autora: doutamente, desde 2005
- Blogues (outros) da Autora: emedeamar TransKulturel lips, desde 2006
- Blogues (outros) da Autora: prsi - sociologia da esperança, desde 2010
- Editoras: Dom Quixote, Antologia
- Editoras: Editora Labirinto: Antologia Portuguesa e Brasileira
- Editoras: Edições Minerva de Coimbra
- Editoras: Grácio Editor
- Editoras: Palimage Editores
- Editoras: Pé-de-Página Editores
- Edições na Web: Poetas del Mundo / Poetas do Mundo
- Edições na Web: o Fulgor da Língua / o estado do mundo, co-criação no ciberespaço (Coimbra Capital Nacional da Cultura), 2003
- Festivais Internacionais de Poesia: III Festival Internac. de Poesia de Dois Córregos SP Brasil, 2009
- canal de maria toscano no youtube
- sound cloud maria toscano
- facebook maria toscano
Mostrar mensagens com a etiqueta País Brasil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta País Brasil. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, novembro 01, 2011
aniversário Drummond de Andrade
sábado, novembro 07, 2009
Prémios Jabuti 2009
Caros Sulmouravindos:
a espuma dos dias tem sido rala.
.
o outono, agora aninhado cá em casa,
promete retemperar-me, -nos
da secura dos inesperados meses (Setembro e Outubro) de verão inóspito que passou.
.
o meu olhar estende-se pela luz de outono
e alcança o mondego,
a fresta do mondego em que me é dado pousar a alma.
.
voltarei, voltaremos
vindo, sempre, no gerúndio.
.
por agora, deixo-vos com a importante súmula que
o Caro Victor Oliveira Mateus faz
dos prestigiados Prémios Jabuti no Brasil, na sua edição deste ano.
.
abraço sulmouro
mt
sábado, setembro 19, 2009
Imperdível:Redundância - Sinónimo de pleonasmo ou tautologia — humor,surreal=coisas sérias,realidade
.
Cenas da peça Nós Na Fita apresentada por Leandro Hassum e Március Melhem (Zorra Total)
.
mt, Grata a sg
.
terça-feira, setembro 01, 2009
Vinicius de Moraes, Como dizia o poeta
.
.
Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai
.
Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
.
Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão
.
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
.
Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão
.
Vinicius de Moraes
in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"
.
.
.
quinta-feira, julho 16, 2009
Antonio Fais (br) - Manual do Bom Leitor
.
"Não sei se você gosta de dançar. Não sei se você dança bem. Em minhas aulas, aprendi que quem conduz na dança é o homem. Na prática, percebi que toda vez que a mulher, mesmo dançando melhor, tenta fazê-lo, o resultado é desastroso.
.
A condução feminina se dá de uma maneira delicada e sutil, de desejos suaves, e cabe ao bom cavalheiro saber ler e atender a esses anseios. Esses pedidos se dão em entrelinhas e, quando não atendidos, obrigam a dama a tentar conduzir. Não há aqui um culpado, mas sim uma falta de sintonia e sincronismo.
.
Na escrita e na leitura, o escritor é o cavalheiro, o leitor a dama. Cabe ao bom escritor saber ler de antemão os desejos do leitor, para, da melhor forma possível conduzi-lo no salão de nossa imaginação, bailarem ambos por horas a rodar pelo salão. O leitor tem que confiar em seu parceiro, entregar-se em seus braços por inteiro e deixar-se levar noite adentro, sem tentar conduzi-lo ou olhar ao redor para ver quem mais dança pelos salões.
.
Um bom cavalheiro sempre deixará sua dama, no momento certo, sonhar e expressar seus desejos, com a mão firme por detrás das costas dar-lhe-á dicas de que caminho a seguir. A mão, firme, no entanto, tem de ter sensibilidade suficiente para apurar os desejos das costas, das pernas e pés, e todo o resto para, em comunhão, inventarem novos passos e caminhos.
.
Há arte quando não se é mais cada um, cada um e sim uma terceira pessoa; onde não mais existe dama ou cavalheiro, nem danças ou livros.
.
Assim é a dança, assim é a leitura, assim é a vida".
.
(para ler as Crónicas do
e/ou saber mais sobre o
Autor,
.
mt agradece a AF, daqui "da Suiça"... eh eh eh
.
domingo, julho 12, 2009
sexta-feira, julho 03, 2009
III Festival Internacional de Poesia, Usina de Sonhos - Affonso Romano de Sant'Anna, Palestrante de Abertura
.
.
.
.
Cilada Verbal
.
.
Há vários modos de matar um homem:
com o tiro, a fome, a espada
ou com a palavra
— envenenada.
.
.
Não é preciso força.
Basta que a boca solte
a frase engatilhada
e o outro morre
— na sintaxe da emboscada.
.
.
fonte: página do Autor aqui .
.
sobre o festival: aqui .
Créditos: Foto, Murilo Barbosa.
.
quinta-feira, julho 02, 2009
Parábola do Inconforto - maria toscano/ III Festival Internacional de Poesia - Usina de Sonhos, Dois Córregos, 26a28 Junho/2009 (SP, br)
.
.
.
Esta Parábola constou de três partes:
Um breve discurso livre (2.º momento)
que tomou como ponto de partida a leitura
(1.º momento) do documento que abaixo se transcreve.
.
E o ritual poético propriamente dito,
que foi desenrolado num 3.º momento
em torno de fragmentos do inédito de maria toscano, 2003
"resguardo das Esfinges. declinações do branco".
.
.
.
"O pacto a firmar com este texto será sempre «de inconforto« (não de desconforto, mas de inquietação, no que o termo tem de mais estimulante): não estamos aqui para ler coisas de esquecer; não estamos aqui para falar de histórias de uma história que todos conhecemos, porque elas não se alteraram muito nos últimos duzentos e cinquenta anos e continuamos a vivê-las e a observá-las no nosso dia a dia. São as histórias de um género que se impôs como narrativa realista, se transformou no paradigma máximo daquilo a que se chama «literatura«, e se ocupa quase sem excepção de destinos individuais, de sujeitos que não ultrapassam uma dimensão psicológica e emocional, e não se movimentam para além de uma espécie de redil, a que se chama sociedade, e onde um um número limitado de «tipos« lutam para se anularem uns aos outros, psíquica ou economicamente — a essa «arte narrativa« chamou Maurice Blanchot «a eterna literatura das amas (Blanchot: 1984, 150). Em certos casos, projectam-se esses conflitos num fundo avermelhado que os faz cair na História, que é sempre a história do poder de uns quantos sobre outros, nunca a da pujança latente em todos e no Ser em geral, que está aí e nos olha (é deste olhar das coisas e dos Vivos, que nós nem sempre dominamos, que vem o inconforto e o medo que alimentam uma escrita-outra, como é a de Maria Gabriela Llansol). Por vezes, já mais próximo de nós, alguns, poucos, souberam afinar a atenção para aquilo que o mundo (dos mundos) nos olha, transformá-la numa espécie de «oração natural da alma«, e produzir com isso textos em que outras dimensões afloram, outras figuras dominam — a do oxímoro, a da ironia ou do paradoxo —, perturbantes também eles, mas quase nunca jubilosos, antes trágicos (a isso chamou-se Modernidade ou Modernismo, e alguns dos seus grandes nomes foram, por exemplo, Kafka, Musil ou Pessoa (...) ".
.
Barrento, João. 2008. "A Chave de Ler. Caminhos do Texto de Maria Gabriela Llansol". Na Dobra do Mundo - Escritos Llansolianos. 1.ª ed. Lisboa: Mariposa Azul, 32-33.
.
Referência: Blanchot, Maurice. 1984. O Livro por Vir. Lisboa: Relógio d´Água.
.
.
.
.
.
CRÉDITOS: Fotos: Murilo Barbosa (creio... )
:-)
mt
segunda-feira, junho 15, 2009
Frederico Barbosa, br
.
.
.
.
"Recitar poesia não é gritar, pular, como se a expressão viesse do exagero.
.
.
.
O teatro brasileiro foi muito influenciado pelo dramalhão português. Falta um pouco de sutileza. É isso que pretendemos colocar em prática nos nossos recitais: através da leitura atenta, revelar as sutilezas da poesia. E, assim, ajudar as pessoas a ler a poesia de forma mais refinada."
.
Frederico Barbosa é poeta pernambucano. Cursou Física pela USP e é formado em Letras/Português. Foi crítico literário no Jornal da Tarde e na Folha de São Paulo, consultor e redator do volume Help! - Literatura, publicado pelo O Estado de São Paulo. Leciona Literatura, Texto e Redação no Curso Anglo Vestibulares. É consultor técnico das coleções Ler é Aprender, do O Estado de São Paulo; Livros, de O Globo; e Biblioteca ZH, do Zero Hora. Dirige atualmente a Coleção Alguidar.
.
Publicou os livros Rarefato (Ed. Iluminuras, 1990), Nada feito nada (ed. Perspectiva, 1993 Prêmio Jabuti), 5 Séculos de Poesia - Antologia da Poesia Clássica Brasileira (Landy Editora, 2000), Contracorrente (Iluminuras, 2000), Louco no Oco sem Beiras - Anatomia da Depressão (Atliê Ed, 2001), Na Virada do Século - Poesia de Invenção no Brasil (Landy Ed, 2002) e Cantar de amor entre os escombros (Landy, 2002).
.
(para conhecer e saber mais sobre o autor, pf, clicar aqui )
.
domingo, junho 14, 2009
Carmen Silvia Martin Guimarães, br
Carmem Silvia Martin Guimarães e O Centro Brasil Itália de Botucatu, entre outras actividades (escrita e docência).
.
CARMEM LUCIA E. DA SILVA, br
.
Para ler textos desta docente de Letras, Escritora e Poetisa Botucatuense, por favor, clicar aqui .
.
José Miguel Wisnik, br
.
Por um fio
.
.
(José Miguel Wisnik e Paulo Neves)
.
.
Por um fio eu me parto em dois
.
Aceito o que a sorte dispôs
.
No meu caminho
.
Vejo a vida, a morte e o depois
.
Não vou viver jamais sozinho
.
Porque sou dois
.
Sou mais que dois
.
Sou muitos fios
.
Que vão se tecendo
.
Com a voz do outro em mim
.
E quem canta não sabe o fim
.
Com medo e alegria
.
Ele anda por um fio
.
.
.
José Miguel Soares Wisnik é professor de Teoria Literária na USP, e também um dos grandes compositores da atualidade, dentro da música contemporânea paulista.
.
Com os olhos voltados para a música, uniu em seu mestrado e doutorado literatura e música, assim como fez com sua vida.
.
Excepcional músico e grande poeta, tem parcerias com artistas do porte de Alice Ruiz, Luiz Tatit, Caetano Veloso e Tom Zé, entre outros.
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
.
faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
.
chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
.
nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
.
como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas ("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
.
ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
.
faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
.
chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
.
nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
.
como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas ("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
.
ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
.

