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terça-feira, novembro 01, 2011

aniversário Drummond de Andrade


Casa Fernando Pessoa assinala aniversário Drummond de Andrade



O aniversário do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade é assinalado hoje, em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa, com o «Dia D», inteiramente dedicado ao escritor, numa associação ao Instituto Moreira Salles, do Brasil, que lançou a iniciativa.
A estreia mundial do documentário «Consideração do Poema», sobre o escritor, prevista para as 18:30, culmina a jornada iniciada às 10:00, com a projeção do filme «No Meio do Caminho», feito a partir da leitura do poema homónimo de Drummond de Andrade em diferentes línguas, segundo a programação anunciada pela Casa Fernando Pessoa.
«Consideração do Poema» estabelece um panorama sobre a obra de Drummond de Andrade, a partir de leituras feitas por figuras da cultura brasileira, como o escritor e compositor Chico Buarque, os músicos Caetano Veloso e Adriana Calcanhotto, as atrizes Fernanda Torres e Marília Pera, o filósofo e poeta Antonio Cícero e o escritor Milton Hatoum.
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Fonte: Diário Digital / Lusa
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sábado, novembro 07, 2009

Prémios Jabuti 2009

Caros Sulmouravindos:
a espuma dos dias tem sido rala.
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o outono, agora aninhado cá em casa,
promete retemperar-me, -nos
da secura dos inesperados meses (Setembro e Outubro) de verão inóspito que passou.
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o meu olhar estende-se pela luz de outono
e alcança o mondego,
a fresta do mondego em que me é dado pousar a alma.
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voltarei, voltaremos
vindo, sempre, no gerúndio.
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por agora, deixo-vos com a importante súmula que
o Caro Victor Oliveira Mateus faz
dos prestigiados Prémios Jabuti no Brasil, na sua edição deste ano.
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abraço sulmouro
mt

terça-feira, setembro 01, 2009

III Festival Internacional de Poesia, Usina de Sonhos - 2. - Video das manifestações populares: Cristina Cury (26 Junho2009 noite) IMPERDÍVEL

Vinicius de Moraes, Como dizia o poeta

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Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai
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Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
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Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão
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Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
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Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão
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Vinicius de Moraes
in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"
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quinta-feira, julho 16, 2009

Antonio Fais (br) - Manual do Bom Leitor

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"Não sei se você gosta de dançar. Não sei se você dança bem. Em minhas aulas, aprendi que quem conduz na dança é o homem. Na prática, percebi que toda vez que a mulher, mesmo dançando melhor, tenta fazê-lo, o resultado é desastroso.
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A condução feminina se dá de uma maneira delicada e sutil, de desejos suaves, e cabe ao bom cavalheiro saber ler e atender a esses anseios. Esses pedidos se dão em entrelinhas e, quando não atendidos, obrigam a dama a tentar conduzir. Não há aqui um culpado, mas sim uma falta de sintonia e sincronismo.
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Na escrita e na leitura, o escritor é o cavalheiro, o leitor a dama. Cabe ao bom escritor saber ler de antemão os desejos do leitor, para, da melhor forma possível conduzi-lo no salão de nossa imaginação, bailarem ambos por horas a rodar pelo salão. O leitor tem que confiar em seu parceiro, entregar-se em seus braços por inteiro e deixar-se levar noite adentro, sem tentar conduzi-lo ou olhar ao redor para ver quem mais dança pelos salões.
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Um bom cavalheiro sempre deixará sua dama, no momento certo, sonhar e expressar seus desejos, com a mão firme por detrás das costas dar-lhe-á dicas de que caminho a seguir. A mão, firme, no entanto, tem de ter sensibilidade suficiente para apurar os desejos das costas, das pernas e pés, e todo o resto para, em comunhão, inventarem novos passos e caminhos.
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Há arte quando não se é mais cada um, cada um e sim uma terceira pessoa; onde não mais existe dama ou cavalheiro, nem danças ou livros.
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Assim é a dança, assim é a leitura, assim é a vida".
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(para ler as Crónicas do
e/ou saber mais sobre o
Autor,
clicar aqui e aqui, pf).
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mt agradece a AF, daqui "da Suiça"... eh eh eh
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Caetano Veloso - Força Estranha

Maria Bethania - Reconvexo (muito adequado à vidinha coimbrinha... )

Maria Bethania - Quem te viu... (mt com saudades do br)

Maria Bethania - Sou eu mesmo o trocado (caso haja dúvidas: é melhor voltar a ouvir Bem... )

sexta-feira, julho 03, 2009

III Festival Internacional de Poesia, Usina de Sonhos - Affonso Romano de Sant'Anna, Palestrante de Abertura

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Cilada Verbal
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Há vários modos de matar um homem:
com o tiro, a fome, a espada
ou com a palavra
— envenenada.
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Não é preciso força.
Basta que a boca solte
a frase engatilhada
e o outro morre
— na sintaxe da emboscada.
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fonte: página do Autor aqui .
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sobre o festival: aqui .
Créditos: Foto, Murilo Barbosa.
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Alice Ruiz, José Miguel Wisnik,Arthur Nestrovski,Fernanda, Antonio Fais (e mt muito feliz)-III Festival Internacional de Poesia Usina de Sonhos (br)

. Créditos: Foto, Murilo Barbosa.
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eu sei que vou te amar - Vinicius por Bebo e Cigala (exactamente)

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para outras versões desta belíssima canção: clicar aqui .

quinta-feira, julho 02, 2009

Parábola do Inconforto - maria toscano/ III Festival Internacional de Poesia - Usina de Sonhos, Dois Córregos, 26a28 Junho/2009 (SP, br)

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Esta Parábola constou de três partes: 
Um breve discurso livre (2.º momento) 
que tomou como ponto de partida a leitura 
(1.º momento) do documento que abaixo se transcreve.
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E o ritual poético propriamente dito, 
que foi desenrolado num 3.º momento 
em torno de fragmentos do inédito de maria toscano, 2003
"resguardo das Esfinges. declinações do branco".
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"O pacto a firmar com este texto será sempre «de inconforto« (não de desconforto, mas de inquietação, no que o termo tem de mais estimulante): não estamos aqui para ler coisas de esquecer; não estamos aqui para falar de histórias de uma história que todos conhecemos, porque elas não se alteraram muito nos últimos duzentos e cinquenta anos e continuamos a vivê-las e a observá-las no nosso dia a dia. São as histórias de um género que se impôs como narrativa realista, se transformou no paradigma máximo daquilo a que se chama «literatura«, e se ocupa quase sem excepção de destinos individuais, de sujeitos que não ultrapassam uma dimensão psicológica e emocional, e não se movimentam para além de uma espécie de redil, a que se chama sociedade, e onde um um número limitado de «tipos« lutam para se anularem uns aos outros, psíquica ou economicamente — a essa «arte narrativa« chamou Maurice Blanchot «a eterna literatura das amas (Blanchot: 1984, 150). Em certos casos, projectam-se esses conflitos num fundo avermelhado que os faz cair na História, que é sempre a história do poder de uns quantos sobre outros, nunca a da pujança latente em todos e no Ser em geral, que está aí e nos olha (é deste olhar das coisas e dos Vivos, que nós nem sempre dominamos, que vem o inconforto e o medo que alimentam uma escrita-outra, como é a de Maria Gabriela Llansol). Por vezes, já mais próximo de nós, alguns, poucos, souberam afinar a atenção para aquilo que o mundo (dos mundos) nos olha, transformá-la numa espécie de «oração natural da alma«, e produzir com isso textos em que outras dimensões afloram, outras figuras dominam — a do oxímoro, a da ironia ou do paradoxo —, perturbantes também eles, mas quase nunca jubilosos, antes trágicos (a isso chamou-se Modernidade ou Modernismo, e alguns dos seus grandes nomes foram, por exemplo, Kafka, Musil ou Pessoa (...) ".
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Barrento, João. 2008. "A Chave de Ler. Caminhos do Texto de Maria Gabriela Llansol". Na Dobra do Mundo - Escritos Llansolianos. 1.ª ed. Lisboa: Mariposa Azul, 32-33.
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Referência: Blanchot, Maurice. 1984. O Livro por Vir. Lisboa: Relógio d´Água.
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para aceder a fragmentos de "resguardo das Esfinges. declinações do branco." clicar aqui.
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CRÉDITOS: Fotos: Murilo Barbosa (creio... )
:-)
mt

por onde andámos neste fim de semana: III Festival Internacional de Poesia - Usina de Sonhos, Dois Córregos, SP (Brasil)

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para saber mais, clicar aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,

segunda-feira, junho 15, 2009

Frederico Barbosa, br

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"Recitar poesia não é gritar, pular, como se a expressão viesse do exagero.
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. O teatro brasileiro foi muito influenciado pelo dramalhão português. Falta um pouco de sutileza. É isso que pretendemos colocar em prática nos nossos recitais: através da leitura atenta, revelar as sutilezas da poesia. E, assim, ajudar as pessoas a ler a poesia de forma mais refinada." 
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Frederico Barbosa é poeta pernambucano. Cursou Física pela USP e é formado em Letras/Português. Foi crítico literário no Jornal da Tarde e na Folha de São Paulo, consultor e redator do volume Help! - Literatura, publicado pelo O Estado de São Paulo. Leciona Literatura, Texto e Redação no Curso Anglo Vestibulares. É consultor técnico das coleções Ler é Aprender, do O Estado de São Paulo; Livros, de O Globo; e Biblioteca ZH, do Zero Hora. Dirige atualmente a Coleção Alguidar.
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Publicou os livros Rarefato (Ed. Iluminuras, 1990), Nada feito nada (ed. Perspectiva, 1993 Prêmio Jabuti), 5 Séculos de Poesia - Antologia da Poesia Clássica Brasileira (Landy Editora, 2000), Contracorrente (Iluminuras, 2000), Louco no Oco sem Beiras - Anatomia da Depressão (Atliê Ed, 2001), Na Virada do Século - Poesia de Invenção no Brasil (Landy Ed, 2002) e Cantar de amor entre os escombros (Landy, 2002).
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(para conhecer e saber mais sobre o autor, pf, clicar aqui )
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domingo, junho 14, 2009

Carmen Silvia Martin Guimarães, br

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Carmem Silvia Martin Guimarães  e O Centro Brasil Itália de Botucatu, entre outras actividades (escrita e docência).

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CARMEM LUCIA E. DA SILVA, br

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Para ler textos desta docente de Letras, Escritora e Poetisa Botucatuense, por favor, clicar aqui .
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José Miguel Wisnik, br

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Por um fio
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(José Miguel Wisnik e Paulo Neves)
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Por um fio eu me parto em dois
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Aceito o que a sorte dispôs
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No meu caminho
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Vejo a vida, a morte e o depois
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Não vou viver jamais sozinho
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Porque sou dois
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Sou mais que dois
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Sou muitos fios
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Que vão se tecendo
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Com a voz do outro em mim
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E quem canta não sabe o fim
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Com medo e alegria
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Ele anda por um fio
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José Miguel Soares Wisnik é professor de Teoria Literária na USP, e também um dos grandes compositores da atualidade, dentro da música contemporânea paulista.
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Com os olhos voltados para a música, uniu em seu mestrado e doutorado literatura e música, assim como fez com sua vida.
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Excepcional músico e grande poeta, tem parcerias com artistas do porte de Alice Ruiz, Luiz Tatit, Caetano Veloso e Tom Zé, entre outros.
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já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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