voz do sul, em sal moura./ espigas e oliveiras em campo maior./ mãos de avós, raízes e galgos sedentos de chuva./ tapete de luz./ calçada puída.// voz do sul: canto lunar da madrugada.
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quarta-feira, abril 25, 2012
domingo, outubro 16, 2011
Lutar Contra a Pobreza
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O mundo que queremos é possível.
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terça-feira, outubro 11, 2011
sábado, outubro 08, 2011
quinta-feira, setembro 08, 2011
terça-feira, agosto 30, 2011
segunda-feira, agosto 22, 2011
sábado, abril 23, 2011
RECEITA das SOLIDARIEDADES TRAÍDAS — Poema para o 25 de Abril de 2011 ( em tempos de neo-liberalismo desenfreado e medos socializados)
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disponha de um ror de comodismo
protegido da luz durante anos.
da prateleira decorada com o cachecol/ do ansiado euro2004
retire, com cuidado, o fermento
que ainda lhe reste da vidinha.
ao tecto falso do seu ordenado
arranque mais uns zeritos, a crédito.
escolha o tacão menos sovado e gasto
para dar a altura ao tabuleiro
que deve barrar com o sebo amealhado
desde o comício primeiro. e reserve.
disponha também de culpa e medo
cruzados em forma de cruz / pregada ao centro / com o prego da cobardia.
disponha na bancada de fórmica
inveja maledicência e rancor.
duas folhas de esganada raiva negra
uns grãozinhos da esperança amealhada para ir pôr no prego, se preciso.
a, esboroada, paixão encontrada em saldo
franjas de alegria da meninice
as ourelas do casamento. arrastado.
embrulhadas nos abraços desbotados/ com a humidade do tédio diário.
na bancada cinzenta alinhe os instrumentos
a loiça os condimentos e a paciência.
destape os boiões onde conserva
a cólera a piedade e a pequenez.
afie a lâmina da língua, o cabo
dos dias
o reverso das estrias
a imbecilidade
o silêncio covarde
a cobardia
a comiseração
as insónias e
a prisão de ventre
e um q.b. de brilho engarrafado.
reserve com desconfiança
e cuide agora do molho infernal.
prepare as ilusões que soterrou há anos
na caçarola onde, a ferver,
misture azeite banha margarina e ranço
— todo o ranço que tiver, de uma só vez —
e mexa tudo, ao contrário, para talhar bem.
assim que o coágulo feder
apague o lume. tenha à mão beijos
de plástico ou látex e um ou outro
orgasmo simulado para polvilhar
uma forma gigante onde deve verter
um dos condutos e o molho. no tabuleiro
disponha a massa esganada e ensebada.
deixe ficar a enregelar odiosamente
com asco, demagogia e hesitação.
reserve com desconfiança
friamente.
está pronto a servir se algum dia
tiver a visita, inesperada,
de algum inconfortável / rebate / de humanidade.
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maria toscano
2009; correcção: 19 março /2011
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terça-feira, abril 19, 2011
Poetas pedem Paz
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Realengo — Poetas Pedem Paz, é um projeto de solidariedade às vítimas do recente massacre, que chocou o país e o mundo, ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, Rio de Janeiro. O escritor Anderson Fonseca participou da tragédia, ajudando a socorrer duas crianças junto à equipe médica. E nunca mais vai se esquecer disso. Juntamente com o escritor Mariel Reis, ele está organizando uma antologia, que deverá virar e-book, hospedado pela Germina — Revista de Literatura e Arte, em sua seção Books Online: um livro de poesia a favor da Paz.
Por isso, está chamando todos os poetas que queiram participar, doando sua voz a favor dessa causa. O tema é Paz e os poemas devem ser enviados até o dia 22 de abril, para o e-mail projetorealengopoetaspedempaz@gmail.com. Pretende-se que o livro tenha 100 poemas. Ele será vendido e sua renda será inteiramente destinada às famílias das vítimas.
Participe. Divulgue essa ideia. Precisamos da Paz e ela, de nós.
domingo, abril 17, 2011
domingo, novembro 14, 2010
segunda-feira, novembro 08, 2010
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas ("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!












