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domingo, julho 12, 2009

sobre como eu Mereci e Mereço a estada no Brasil e o III Festival de Poesia // Usina de Sonhos, Dois Córregos (SP)

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impossível descrever
e, até, partilhar,
os múltiplos sentimentos e vivências favorecidos
pelo terno e pacificado
Povo de Dois Córregos,
bem como por todos os outros Amigos Brasileiros
com quem tive a honra e o prazer de privar nos fins de Junho.
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terno e pacificado no sentido de "em paz com",
"de acordo com", sem que este estado
signifique nem implique passividade ou qualquer outra estreiteza do Não-Ser.
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conta já entre uma das mais significativas e marcantes viagens, em toda a minha Vida,
incluindo a vida na ilha do Sal de que guardo as memórias primordiais,
passando pelos 7 meses que vivi e trabalhei em San Sebastián
e ao longo dos quais construí amizades inquebráveis
(!Hola, Mirén! ehehehe);
e ainda recobrindo as 3 semanas de trabalho exaustivo
e de esforço comunicacional
na Suécia (onde, a para das aulas de Ciências Sociais,
pude mergulhar nas casas e nas vidas privadas
da comunidade de refugiados políticos da américa-latina,
entre outras belíssimas vivências — ice-floe, a revista de poesia, incluída).
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conta já entre uma das mais significativas e marcantes viagens
em toda a minha Vida que,
conto,
ainda serão acrescidas de muitas outras
— Viagens e Concretizações.
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indizível o privilégio de sentar na casa de 5 irmãs netas de Índios
(de que me coibo de somar, aqui, os pormenores desta visita,
os quais me garantiriam uma "crónica de sucesso",
rompendo com o trato ético que estabeleci — e cumpro —
com elas e com a Christina Cury (Oe, tudo bem?),
a Mediadora desse Momento Mágico, entre tantos outros.
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indizível a procura de respostas na minha Vivência ou na minha Palavra,
passe o pleonasmo, por certa mulher,
para a constante traição de maridos que, infelizmente,
lhe tocou a ela vivenciar como se só a ela acontecesse tal condição
inerente à dupla e suja moral sexual sexual
em que o Ocidente (ainda, embora com alguns estremeçõezinhos)
continua a crescer e educar meninos e meninas.
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indizível a ferocidade de uma cadela "pitbull" por enquanto controlada
nas traseiras de uma certa casa desanimada,
enganada e sem história própria que a de apelidos e estereótipos sociais.
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indizível a quentura dos abraços diários dos que fui conhecendo,
dos que me queriam conhecer, dos que me queriam explicar e
esclarecer uma ou outra informação,
dos que me queriam guardar no seu telemóvel, abraçada por eles,
a sorrir
dentro de um dos meus vestidos de verão
(e antes de ir avisaram-me que fazia frio, sim, avisaram!).
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indizível repetir as anedotas de "dois Suiços,
um que se chama Joaquim e outro que se chama Manuel",
ao pequeno almoço, pelo - - ;
indizível a gargalhada da patroa do - - quando comentávamos
as vantagens de não passar-a-ferro
(patroa com quem o - - não queria dormir no mesmo quarto,
embora para a querida e simpática recepcionista fosse difícil
de perceber essa recusa dado que "o quarto é muito grande!".
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indizível o gosto e o amor pelo Português,
em todas as idades e classes.
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indizível tanta outra sensação e emoção
— foi uma visita sempre no limite, sempre no fio da lágrima,
plena, intensa, imensa.
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indizível.
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e a transfiguração dos que, no último dia,
me ouviram até ao fim e me foram dando confiança
para ler um texto que ainda hoje não percebo de onde saíu,
mas que saíu para ser,
no seu todo
"só"
oral (dito, ouvido, lido: isso!).
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indizível a cor verde do olhar do José Eduardo Camargo; ser-se recebido,
sermos recebidos, muitos, todos,
pela sua voz proclamando A Poesia.
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indizível a primeira conversa de Boas-Vindas, ao telemóvel,
com o José Eduardo Camargo: para me Dizer um Poema.
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indizível ouvir o respeito e sentido histórico dos laços Brasil-Portugal,
pelo Embaixador Moscardo que, desde o início,
abraçou e apoiou o projecto da Usina dos Sonhos
de José Eduardo Camargo.
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indizível, entre tantas outras indizíveis situações, aprendizagens e
momentos "mágicos"
(como o Professor - - resumiu aqueles dias)
a aventura da "Usina de Sonhos" :
uma ONG que, sob o Alto Patrocínio da Unesco,
vem trabalhando competências pessoais, interpessoais,
comunitárias e de cidadania
através da Poesia e de outros fortíssimos Caminhos do Ser-sendo.
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indizível.
e.
impossível.
ter lugar aí
sem ser
pela asa da Amizade.
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para os devidos efeitos (e para evitar receber mensagens ignorantes) faz-se o esclarecimento de que a minha presença no III Festival de Poesia de Dois Córregos // Usina de Sonhos
não se tratou de nenhum concurso nem de nenhuma missão representativa
mas
tão-só,
de uma presença decorrente da indicação de uma Amiga Poeta que esteve presente no II Festival e a quem sugeriram que recomendasse outros autores do seu conhecimento (o convidado estrangeiro sugere convidados para o ano seguinte).
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para os devidos efeitos.
(para quem a inveja faz clicar nos links isto já não será novidade)
se esclarece que essa Amiga se chama Graciela Wencelblat, quem tive o prazer de conhecer pessoalmente em Lisboa
(aquando de uma breve passagem dela pelo País quando visitava Marrocos, por muito eu a ter pressionado para vir até ao nosso País — Graça Vasconcelos e Mário Furtado: foi um belo jantar, não foi? eheheh )
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Graciela Wencelblat é Poeta Argentina.
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comecei por a conhecer numa lista argentina de poesia onde há vários anos venho colaborando e onde
(sempre, sempre sempre)
que solicito ajuda e esclarecimento de dúvidas quanto à escrita em Espanhol e/ou quanto à Poesia e Literatura Argentinas
tenho tido resposta/ajuda/uma palavra de apoio e de motivação
nesta busca minha "de la palabra en español"
que assumirei até morrer.
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e "é só" esse o motivo e o processo de "como" me chegou o Convite da Usina de Sonhos.
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dizer que nas várias vezes em que recordei aos organizadores não ser eu representativa nem estar eu em representação da poesia nacional
sempre
me foi respondido
que o que queriam era que eu representasse o meu percurso.
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o que fiz.
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escrevendo desde os 11 anos.
tendo 7 livros de poesia publicados.
tendo dois blogues onde edito poesia minha, a título estritamente pessoal
(ou seja: onde dou a cara, o nome e a alma pelo que faço, sou e por aquilo em que acredito)
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tendo 10 anos de formação de actor, e, já desde os anos 90, vindo fazendo experimentações teatrais (não continuadas).
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tendo aprendido (nos anos 80) técnicas de leitura encenada de Poesia
— quando ninguém valorizava a leitura da poesia, matando-a com a "declamação", mesmo aqueles que, hoje, se apresentam a público como "Mestres" daquela —
e tendo continuado a desenvolver estas técnicas, desde a década de 90,
bem como a criar estratégias e modos personalizados que designei como rituais poéticos para, definitivamente, não mais ser confundido com "os estertores da declamação".
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tendo cantado em público desde os 5 anos de idade, tendo tido formação musical aos 6 anos (e breve formação de canto em 1981), e tendo vindo a recorrer ao canto (de forma não continuada) desde que me lembro que existo.
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apenas posso dizer
o que é
dizível:
existo.
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e
enquanto existir,
para além de respirar,
criarei: poesia, escrita, canto, encenação e drama.
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e não peço licença,
nem desculpa
por existir
numa vida que,
a julgar pelos antepassados,
— aviso já —
se avizinha longa.
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maria toscano,
dizendo o dizível.
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quinta-feira, julho 02, 2009

Parábola do Inconforto - maria toscano/ III Festival Internacional de Poesia - Usina de Sonhos, Dois Córregos, 26a28 Junho/2009 (SP, br)

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Esta Parábola constou de três partes: 
Um breve discurso livre (2.º momento) 
que tomou como ponto de partida a leitura 
(1.º momento) do documento que abaixo se transcreve.
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E o ritual poético propriamente dito, 
que foi desenrolado num 3.º momento 
em torno de fragmentos do inédito de maria toscano, 2003
"resguardo das Esfinges. declinações do branco".
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"O pacto a firmar com este texto será sempre «de inconforto« (não de desconforto, mas de inquietação, no que o termo tem de mais estimulante): não estamos aqui para ler coisas de esquecer; não estamos aqui para falar de histórias de uma história que todos conhecemos, porque elas não se alteraram muito nos últimos duzentos e cinquenta anos e continuamos a vivê-las e a observá-las no nosso dia a dia. São as histórias de um género que se impôs como narrativa realista, se transformou no paradigma máximo daquilo a que se chama «literatura«, e se ocupa quase sem excepção de destinos individuais, de sujeitos que não ultrapassam uma dimensão psicológica e emocional, e não se movimentam para além de uma espécie de redil, a que se chama sociedade, e onde um um número limitado de «tipos« lutam para se anularem uns aos outros, psíquica ou economicamente — a essa «arte narrativa« chamou Maurice Blanchot «a eterna literatura das amas (Blanchot: 1984, 150). Em certos casos, projectam-se esses conflitos num fundo avermelhado que os faz cair na História, que é sempre a história do poder de uns quantos sobre outros, nunca a da pujança latente em todos e no Ser em geral, que está aí e nos olha (é deste olhar das coisas e dos Vivos, que nós nem sempre dominamos, que vem o inconforto e o medo que alimentam uma escrita-outra, como é a de Maria Gabriela Llansol). Por vezes, já mais próximo de nós, alguns, poucos, souberam afinar a atenção para aquilo que o mundo (dos mundos) nos olha, transformá-la numa espécie de «oração natural da alma«, e produzir com isso textos em que outras dimensões afloram, outras figuras dominam — a do oxímoro, a da ironia ou do paradoxo —, perturbantes também eles, mas quase nunca jubilosos, antes trágicos (a isso chamou-se Modernidade ou Modernismo, e alguns dos seus grandes nomes foram, por exemplo, Kafka, Musil ou Pessoa (...) ".
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Barrento, João. 2008. "A Chave de Ler. Caminhos do Texto de Maria Gabriela Llansol". Na Dobra do Mundo - Escritos Llansolianos. 1.ª ed. Lisboa: Mariposa Azul, 32-33.
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Referência: Blanchot, Maurice. 1984. O Livro por Vir. Lisboa: Relógio d´Água.
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para aceder a fragmentos de "resguardo das Esfinges. declinações do branco." clicar aqui.
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CRÉDITOS: Fotos: Murilo Barbosa (creio... )
:-)
mt

domingo, fevereiro 15, 2009

parábola da Maré (guia 3) - maria toscano Diz-se

parábola da maré maria toscano guia3 - mariatoscano, Mirén Ariño, JoséLuisArantégui .
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para ouvir a leitura deste extenso Poema, clicar aqui .
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baixar o volume para evitar os "guinchos" do sonoro
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para ler o poema clicar aqui
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NOTA: 
SE ALGUÉM QUISER INSONORIZAR UMA DAS DIVISÕES CÁ DE CASA a mt agradece
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ficha técnica:
créditos: POEMA: - texto e voz: maria toscano; CANÇÃO "Playa": voz e música: Mirén Ariño; Poema: José Luis Arantégui, © del Nagual, 1998, Spain
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esta guia foi gravada nos "estúdios Sul & Moura NightandDay"
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agradecimentos: aos cidadãos-vizinhos do RdB, Lt 23.
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(foi utilizada, nesta gravação, a parafernália fabulosa que "os" Macs possibilitam e mt ainda nã...)
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this-IS-NOT-the-end
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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

parábola da Maré (guia 2) - maria toscano Diz-se

MariaToscanoParábola da Maré, MirénAriño musicaPlaya.mp3 - maria toscano, mirén ariño e josé luis arantégui .
NOTA: 
SE ALGUÉM QUISER INSONORIZAR UMA DAS DIVISÕES CÁ DE CASA a mt agradece
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ficha técnica:
créditos: POEMA: - texto e voz: maria toscano; CANÇÃO "Playa": voz e música: Mirén Ariño; Poema: José Luis Arantégui, © del Nagual, 1998, Spain.
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esta guia foi gravada nos "estúdios Sul & Moura NightandDay"
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agradecimentos: aos cidadãos-vizinhos do RdB, Lt 23.
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(foi utilizada, nesta gravação, a parafernália fabulosa que "os" Macs possibilitam e mt aind
nã...)
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this-IS-NOT-the-end
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domingo, setembro 07, 2008

Parábola da Incompletude

Comunicação de Mª de Fátima Toscano: «Parábola da incompletude»
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Colóquio "Perda e Luto: Sabedoria e Sensibilidade", 1.º Painel
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Org.: Associação “APELO”, Casa Muncipal da Cultura, 31/Maio/2006.
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( post em construção)
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Parábola do Verbo (PREconceito)

Colóquio sobre Pobreza e Exclusão Social, 1º Painel
Comunicação apresentada 
Casa Municipal da Cultura, 5/Abril/2006
(Org: AEISMT)
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(post em construção)

Parábola da Insatisfação - 7 reflexões com vénia a Galileu Galilei

Colóquio “Adolescência e Comportamentos de Risco”, 
TÍTULO: Parábola da Insatisfação – 7 reflexões com Vénia a Galileu Galilei
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TEMA: «SOCIALIZAÇÃO: TÓXICA?» - Mª. Fátima Toscano, 1º. Painel
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Org.: AEISMT, Casa Muncipal da Cultura, 26/Abr/2006.
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(post em construção)

segunda-feira, junho 02, 2008

Parábola do “ser que ama, vive e morre”- imaginários e simbolismos desta(s) realidades(s). Parábola em 4 Partes.

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1.
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só há Vida face à Morte.
só há Morte face à Vida.
estas, que poderíamos querer que fossem duas realidades, são dois estádios de uma mesma realidade - a do Ser - tal como a conseguimos entender até aos nossos dias.
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aquela ideia ou anseio - duas realidades - foi, penso, inflamada pela dicotomia positivista - que, por seu turno, é marcada pela lógica não dialéctica, este traço civilizacional do Ocidente que tanto lhe (ao Ocidente) tem custado a reconciliação com lógicas dialécticas ancestrais como a dos Celtas e, bem mais próximas de nós, a formulação filosófico-existencial pelos Gregos e a Antiguidade.
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2.
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ora, se Vida e Morte são duas faces de uma mesma "moeda", não se significa com tal que a dita - a espécie, o numerário - tenha sido representada - pensada, imaginada e accionada-vivida - de forma estática.
dito de outro modo: a Economia da Vida e da Morte tem conhecido várias "moedas", "mercados" e, até, distintos "sistemas".
Falo da constatação feita pelas Ciências Sociais que nos permite saber, hoje em dia - neste contexto restrito e datado em que respiramos e comunicamos sobre a Morte (e sobre a Vida) - que os fenómenos sociais são, como costumo dizer, "mutáveis" e "mutantes".
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3.
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(continua: post em construção)
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maria toscano
foyer do Teatro Académico de Gil Vicente, aos 22 de maio/2007
(com o Meu Obrigada Aos Queridos Alunos do Instituto Superior Miguel Torga)
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linhas gerais da Comunicação ao «II Colóquio sobre perda e luto. 23 de Maio de 2007.
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"(Re)Pensar o Luto: Construção da Presença na Ausência" -
Manhã - 1º Painel - Compreensão retrospectiva do luto
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Org. Associação APELO»
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Casa Municipal da Cultura de Coimbra - Sala Polivalente
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sexta-feira, maio 02, 2008

«Porque motivo continuam os homens a escrever Poesia?» - Octávio Paz, III Bienal de Poesia de Silves

Parábola da Fala.
da sociologia à poesia:
poiesis da indignação, da partilha e da esperança
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1.
indago: por indignação? (Nunca conheci quem tivesse levado porrada)
por partilha? (Minha laranja amarga e doce)
por esperança? (se ela não vier de madrugada/outra que eu souber será para ti)
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indago de novo: por que motivo continuam os homens a escrever Poesia ? por que motivo continuam os homens e as mulheres a escrever Poesia ?
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por Amor? (Beija-me as mãos, amor, devagarinho) Poder ? (Levantai hoje de novo/ o explendor) Simbolismos ? (Uma pequenina luz bruxuleante e muda)
tento novamente: por que motivo continuam as pessoas a escrever... a esculpir, a desenhar, a representar, a construir, a destruir, a guerrear, a plantar, a pescar, a caçar... a trabalhar...?
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para adiar a morte? (Guardo a tua voz dentro de mim./ E deixo-te as rosas. / Boa noite. Eu vou com as aves)
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e um rol de perguntas outras pode acrescentar-se ao anterior: por que motivo continuam as pessoas a assear (corpos, casas, roupas), a temperar comida, a cuidar de outros ...?
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por Amor, Poder, Simbolismos? para adiar a morte?
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implicativo, irritante, impertinente - e «chato» - este modo insistente (obsessivo para alguns) de obrigar a ter em conta que as pessoas tanto são «os homens» como são «as mulheres», sobretudo sabendo-se que tão pouco existem «os homens» e «as mulheres» como partes homogéneas da condição humana.
E assim continuará a ser - implicativo, irritante, impertinente - e «chato» (e obsessivo para alguns) - enquanto a condição humana, as pessoas, continuarem a ser resumidas por fórmulas da metade.
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2.
Por que motivo continuam as pessoas a escrever Poesia ?
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porque o mundo está incompleto, dizem uns. (Creio num engenho que falta mais fecundo/De harmonizar as partes dissonantes).
porque o mundo é imperfeito, têm dito outros. (Roer um osso - humano, se possível -, é o sonho português de sobrevida).
porque o mundo e a vida têm potências que estamos a esbanjar ou ignorar ou denegar - acrescentam outros. (Ai, palavras, ai, palavras,/ que estranha potência, a vossa! ) // (Gastámos tudo menos o silêncio) // (Para ser grande sê inteiro. nada teu exagera ou exclui)
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porque a vida não está a ser cumprida enquanto a tomarmos como um destino herdado - destino prescrito -, enquanto não a tomarmos como o destino que queremos inscrever agora no universo, agora neste país, agora nesta sala, agora no meu cérebro, agora no meu corpo, agora na minha memória que é património que partilho com a memória colectiva. (O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo) // (Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida)
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3.
continuar-se-á a escrever, a esculpir, a desenhar, a representar, a construir, a destruir, a guerrear, a plantar, a caçar, a pescar, a trabalhar e a cuidar de outros enquanto o destino for o que há que reproduzir.
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continuar-se-á a escrever e..., e..., e..., enquanto se vai descobrindo que o destino é o que cada um/uma destina (entre os múltiplos condicionalismos da existência), i.e., o que se escolhe, decide, sente, faz, deseja, pensa e sonha, e o que não se escolhe, não decide, não sente, não faz, não deseja, não pensa e não sonha.
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estes 7 modos de destinar a vida - escolher, decidir, sentir, agir-fazer, desejar, pensar e sonhar -são multiplicáveis ad libitum e ad infinitum.
e todos estes modos de destinar a vida são sincronizáveis com as tarefas, obras e actividades humanas, inclusivé, a da guerra.
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4.
argumentos possíveis rejeitam que escrever poesia, e todas as formas de arte, se distanciam das tarefas humanas mais comuns pela recusa em evidenciar os limites, humanos, ou outras baixezas (pedofilia, prostituições, escravaturas, alienações, toxicodependências, idealizações, colonizações... as tais fórmulas da metade); (Ser Poeta é ser mais alto)
argumentos opostos consideram que cabe às artes a denúncia dessas baixezas e limites, humanos; (Porque os outros se calam mas tu não)
argumentos outros ignoram tal dicotomia ascese/militância; (Contar-te o mar ardente e o verbo amar. / E longamente as coisas perigosas)
argumentos que se conhecem.
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como, sabêmo-lo também, que o que não tem nome não é reconhecido como realidade ou existente.
dizendo de outra forma: na incompleta busca da completude a pessoa humana percebeu que, ante cada realidade ou existência, se não a criava, pelo menos tinha de dar-lhe o nome.
e, depois, percebeu que o próprio nome só é reconhecido como realidade, como existente, quando inscrito.
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esse nome, quando não emerge pelos 7 modos de destinar a vida - se apenas resulta da crença no destino prescrito - esse nome, quando é exterior, é erróneo.
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escreve-se Poesia para dar nome, nomear?
escreve-se Poesia para para criar com mais realidade os nomes?
escreve-se Poesia para criar realidades?
escreve-se Poesia para criar?
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escrever-se-á.
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enquanto se for descobrindo que o destino é o que cada um/uma destina (escolhe, decide, sente, faz-age, deseja, pensa, sonha e não-escolhe, não-decide, não-sente, não-faz nem age, não-deseja, não-pensa e não-sonha).
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enquanto tal, escrever-se-á Poesia. Escrever-se-á.
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de fora das coisas e de dentro das coisas. de fora das pessoas e de dentro das pessoas. de fora da vida e de dentro da vida.
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nesta descoberta fenomenológica - nesta époké - do que é destinar a vida,
um dia,
chegar-se-á, creio, ao pleno entendimento de que
primeiro que tudo, destinar a vida é ser solidário e fraterno, pela partilha.
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só deste modo podemos, poderemos, então, nomear o diferente em igualdade (ao invés de, pela indignação, nomear ou recusar o nome que hegemoniza o diferente como igual).
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e só, depois, e por fim, poderemos presumir, pela esperança, a podermos destinar a vida, este supra-sumo da liberdade.
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portanto - e concluo com esta provocação -
escreve-se, escrever-se-á
até aprendermos que destinar a vida é construir, primeiro, a fraternidade; em segundo, a igualdade; e, assim e só então, a liberdade.
(Et par le pouvoir d'un mot /Je recommence ma vie / Je suis né pour te connaître /Pour te nommer...)
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maria toscano
Coimbra, 20 abril/2008
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intervenção na III Bienal de Poesia de Silves, mesa redonda de 26 / Abril / 2008: «Porque motivo continuam os homens a escrever Poesia?»
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já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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