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domingo, fevereiro 01, 2009

Aviso à Navegação na Sulmouradia

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Carérrimos sulmouravindos
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(em tempo deflacionante, inflacionemos a Amizade)
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a Sulmouradia está em obras
por uns... dias- ... zitos.
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Passeiem-se e vadiem à vontadinha
mas 
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não se assustem com "os apertos"
(gráficos, bem entendido).
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agora vou com Cronos... el laburo...
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mt, 1 Fevereiro / 2009
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mas não vou
sem
antes
Vos deixar uma Pérola
"perduradoura"
da/na Nossa Poesia:
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para ouvir a leitura de todo o Poema, clicar aqui .
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Balada do Roer dos Ossos
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Jorge de Sena
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Roer um osso — humano, se possível,
é um sonho português de sobrevida,
após anos e anos de despirem
com os olhos as mulheres que no Rossio
por diante deles passam e das mãos
movendo-se contínuas pelo bolso
das calças mais viris da cristandade.
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Roer um osso — humano, se possível,
de mãe, de pai, de irmã, de tio ou prima,
de amantes ou de esposas, filhos, netos,
ou de inimigos ou de amigos mesmo,
ou do vizinho em frente, ou dum retrato
só visto no jornal, ou criatura
desconhecida inteiramente — um osso.
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Roer um osso — humano, se possível,
mas pode ser de vaca ou de carneiro,
ou porco ou gato ou cão ou papagaio,
ou à sexta-feira bacalhau ou peixe
em espinhas esburgadas que recordam
o rosto doce ou monstruoso odiado
na vénia às Excelências brilhantinas.
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Roer um osso — humano, se possível,
seja fingido mesmo, de borracha
para durar mais tempo que não passa,
ou de cimento pra quebrar-se os dentes
no gozo de moê-lo cuspinhado
(e o pensamento em furibunda mão
que excita ansiosa as impotentes raivas).
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Roer um osso — humano, se possível,
é o sonho português de sobrevida.
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segunda-feira, janeiro 19, 2009

Do Encanto - Jorge de Sena

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(repito-me neste blogue) porque já está Dito :
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   Amo-te muito, meu amor, e tanto
. ..que, ao ter-te, amo-te mais, e mais ainda
. ..depois de ter-te, meu amor. Não finda
. ..com o próprio amor o amor do teu encanto.
. ..
. ..
. ..Que encanto é o teu? Se continua enquanto
. ..sofro a traição dos que, viscosos, prendem,
. ..por uma paz da guerra a que se vendem,
. ..a pura liberdade do meu canto,
. ..
. ..
. ..Um cântico da terra e do seu povo,
. ..nesta invenção da humanidade inteira
. ..que a cada instante há que inventar de novo,
. ..
. ..
. ..tão quase é coisa ou sucessão que passa...
. ..Que encanto é o teu? Deitado à tua beira,
. ..sei que se rasga, eterno, o véu da Graça.
. ..
. ..Jorge de Sena

segunda-feira, novembro 10, 2008

"roubam-me deus..." - Jorge de Sena

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Roubam-me Deus
Outros o diabo
Quem cantarei
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Roubam-me a Pátria
e a humanidade
outros ma roubam
Quem cantarei
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Sempre há quem roube
Quem eu deseje
E de mim mesmo
Todos me roubam
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Roubam-me a voz
quando me calo
ou o silêncio
mesmo se falo
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Aqui d’El Rei.
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Jorge de Sena

quinta-feira, abril 24, 2008

a propósito de «tudo o que laboriosamente pilhais»:

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(Camões dirige-se aos seus contemporâneos)
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Podereis roubar-me tudo:
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as ideias, as palavras, as imagens,
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e também as metáforas, os temas, os motivos,
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os símbolos, e a primazia
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nas dores sofridas de uma língua nova,
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no entendimento de outros, na coragem
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de combater, julgar, de penetrar
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em recessos de amor para que sois castrados.
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E podereis depois não me citar,
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suprimir-me, ignorar-me, aclamar até
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outros ladrões mais felizes.
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Não importa nada: que o castigo
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será terrível. Não só quando
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vossos netos não souberem já quem sois
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terão de me saber melhor ainda
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do que fingis que não sabeis,
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como tudo, tudo o que laboriosamente pilhais,
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reverterá para o meu nome. E mesmo será meu,
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tido por meu, contado como meu,
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até mesmo aquele pouco e miserável
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que, só por vós, sem roubo, haveríeis feito.
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Nada tereis, mas nada: nem os ossos,
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que um vosso esqueleto há-de ser buscado,
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para passar por meu. E para outros ladrões,
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iguais a vós, de joelhos, porem flores no túmulo.
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Jorge de Sena
.
Antologia de poesia portuguesa.
M.Meneres/E.M.Castro, Moraes editores.
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terça-feira, maio 16, 2006

Do Encanto, diz Sena

. .Amo-te muito, meu amor, e tanto
. ..que, ao ter-te, amo-te mais, e mais ainda
. ..depois de ter-te, meu amor. Não finda
. ..com o próprio amor o amor do teu encanto.
. ..
. ..
. ..Que encanto é o teu? Se continua enquanto
. ..sofro a traição dos que, viscosos, prendem,
. ..por uma paz da guerra a que se vendem,
. ..a pura liberdade do meu canto,
. ..
. ..
. ..Um cântico da terra e do seu povo,
. ..nesta invenção da humanidade inteira
. ..que a cada instante há que inventar de novo,
. ..
. ..
. ..tão quase é coisa ou sucessão que passa...
. ..Que encanto é o teu? Deitado à tua beira,
. ..sei que se rasga, eterno, o véu da Graça.
. ..
. ..Jorge de Sena

terça-feira, dezembro 20, 2005

Sena e Goya

Os Fuzilamentos de 3 de Maio
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Francisco de Goya (1746 - 1828)
data: 1814
104.72" X 135.82" - Museu do Prado - Madrid
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. Carta a Meus Filhos
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. Os Fuzilamentos de Goya
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. Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
. É possível, porque tudo é possível, que ele seja
. aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
. onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
. de nada haver que não seja simples e natural.
. Um mundo em que tudo seja permitido,
. conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
. o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
. E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
. o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
. ainda quando lutemos, como devemos lutar,
. por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
. ou mais que qualquer delas uma fiel
. dedicação à honra de estar vivo.
. Um dia sabereis que mais que a humanidade
. não tem conta o número dos que pensaram assim,
. amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
. de insólito, de livre, de diferente,
. e foram sacrificados, torturados, espancados,
. e entregues hipocritamente â secular justiça,
. para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue.»
. Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
. a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
. à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
. foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
. e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
. ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
. Às vezes, por serem de uma raça, outras
. por serem de urna classe, expiaram todos
. os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
. de haver cometido. Mas também aconteceu
. e acontece que não foram mortos.
. Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
. aniquilando mansamente, delicadamente,
. por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
. Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
. foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
. há mais de um século e que por violenta e injusta
. ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
. que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
. e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
. Apenas um episódio, um episódio breve,
. nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
. de ferro e de suor e sangue e algum sémen
. a caminho do mundo que vos sonho.
. Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
. vale mais que uma vida ou a alegria de té-la.
. É isto o que mais importa - essa alegria.
. Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
. não é senão essa alegria que vem
. de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
. está menos vivo ou sofre ou morre
. para que um só de vós resista um pouco mais
. à morte que é de todos e virá.
. Que tudo isto sabereis serenamente,
. sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
. e sobretudo sem desapego ou indiferença,
. ardentemente espero. Tanto sangue,
. tanta dor, tanta angústia, um dia
. - mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -
. não hão-de ser em vão. Confesso que
. muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
. de opressão e crueldade, hesito por momentos
. e uma amargura me submerge inconsolável.
. Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
. quem ressuscita esses milhões, quem restitui
. não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
. Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
. aquele instante que não viveram, aquele objecto
. que não fruíram, aquele gesto
. de amor, que fariam «amanhã».
. E, por isso, o mesmo mundo que criemos
. nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
. que não é nossa, que nos é cedida
. para a guardarmos respeitosamente
. em memória do sangue que nos corre nas veias,
. da nossa carne que foi outra, do amor que
. outros não amaram porque lho roubaram.
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. . Jorge de Sena (1919 - 1978)

quarta-feira, agosto 10, 2005

ANÓSIA (SONETO 2 - A AFRODITE ANADIÓMENA),

de Jorge de Sena

Que marinais sob tão pora luva

De esbranforida pela retinada?

Não dão volpúcia de imajar anteada

a que moltínea se adamenta ocuva?

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Bocam dedetos calcurando a fuva

que arfala e dúpia de antegor tutada,

e que tessalta de nigrors nevada.

Vitrai! Vitrai! Que estamineta cuva!

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Labiliperta-se infanal a esvebe,

agluta, acedirasma, sucamina,

e maniter suavira o termidodo...

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Que marinais, dulcífima contebe,

ejacicasto, ejacifasto, arina...

Que marinais tão pora luva, todo

«CONHEÇO O SAL...»

. Conheço o sal da tua pele seca

depois que o estio se volveu inverno

da carne repousada em suor nocturno.

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Conheço o sal do leite que bebemos

quando das bocas se estreitavam lábios

e o coração no sexo palpitava.

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Conheço o sal dos teus cabelos negros

ou louros ou cinzentos que se enrolam

neste dormir de brilhos azulados.

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Conheço o sal que resta em minhas mãos

como nas praias o perfume fica

quando a maré desceu e se retrai.

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Conheço o sal da tua boca, o sal

da tua língua, o sal de teus mamilos,

e o da cintura se encurvando de ancas.

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A todo o sal conheço que é só teu,

ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,

um cristalino pó de amantes enlaçados.

jorge de sena

já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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