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sábado, outubro 12, 2013

Louvor Público




“vem ao rosto” — convergem todos os meus conhecidos — “vem logo ao rosto”.
referem-se à esperança e ao alívio que em mim pões.
quando te procuro, apesar do orgulho desta pesada cultura, vou e entrego-me
sem condições. sem condições te abro os braços,
pegas-me ao colo, torces-me em convulsões lentas,
apalpas o exacto e certo lado, o frágil órgão, o milímetro expectante
por tuas mãos e por teus gestos sábios.
trago-te marcado em cruz nos meus ombros
no peito nos braços na nuca e no dorso
alongando-se a tua presença aos lados às pernas e aos tornozelos.
é de alívio o teu abraço.
é de alívio o meu passo após a despedida.
e eu voltarei, sempre, a ti ou a outro como tu.

por isso de pouco importa o teu nome,
no momento de endereçar este louvor, público,
a todos os meus queridos Osteopatas.
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maria toscano
Coimbra, Casa Verde, 12 Outubro/ 2013.
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quinta-feira, abril 05, 2012

correios — 2.

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o poema que te escrevi ainda não está
tecido por entre letras nem palavras.
vem nascendo como a geada gemendo 
quando menos se espera já é camada/de frio e água puros sobre as coisas.


o poema que te escrevi nem sequer o sei
não o esqueço, pois não o recordo.
aliás, nem meu é esse poema.

é uma trama de brilhos e arrepios
um corcel sem farpas, toureio a dois
certa presença sem capote nem matador:
só dança de rosa, demente, sem prosa
só a dança colhida por teu passar.

o poema que respiro e tu respiras
(é mais segura e justa esta metáfora)
já anda tresmalhado pela cidade
e a cidade nem se sabe alucinada
a praça a estação o largo as pontes
e o próprio rio
de tão alumiados pelo verbo — o ar —
nem sabem do mesmo que nos cativa
num tal poema sem palavras nem letras
onde a estranha visão do que somos
derrama o silêncio deste amar.
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© maria toscano.
em Coimbra, na Casa Verde, a 5 Abril / 2012. 






segunda-feira, agosto 08, 2011

deste cubículo precário

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(a A.M.O.)
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neste cubículo precário que é o mundo
às vezes falta a brisa. e o ar de tuas mãos.
faltam os olhos de água como sorris
a polpa e a saliva que és, na voz,
a fala feita à passagem dos teus gestos
— de ti: a falta. o encanto e a maravilha.
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neste precário cubículo que é o mundo
deixas ficar-te em perfume. permaneces.
e é pelos densos poros dos sentidos
que, se não estás, sei
o instante em que adormeces.
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neste precário cubículo que é o mundo
nem tudo falta:
ao viveres-me
és também tu que aconteces.
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maria toscano.
Coimbra, Café-Pastelaria 'Tosta Rica'. 25 Novembro / 2003.
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sábado, agosto 06, 2011

ao Portugalito (ainda)

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1.
é uma metáfora.
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uma crosta infectada.
chaga com pus e sangue
à desgarrada. ranço
vincos de esterco e de mijo
pelos bidés e os alguidares
rastos de ratazanas
em tijoleiras a crédito.
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uma metáfora uma crosta
infernal. ribeirinha.
um desatino de orgulho
vernizes e presunções
novelas de ambições/ estiradas no sofá
preguiças antigas espreitando
janelas de audis com ás
olhos de cegos rindo
nos manicómios urbanos
roleta russa à guitarra
acompanhada com finos
(vai de roda, vai de roda!)
poço da morte com juros
às prestações com terror.
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é uma metáfora plena
perfeita e incorrigível
este recanto esvaído
a que chamamos “país”.
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maria toscano.
Campo Maior. 29 / Agosto / 2004.
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2.fortugal
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é um éfe.
de força ou de fé.
de fontes
de fêmeas fartas
e, fortanto,
felicidade.
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é um éfe.
de franto, fome
e futebol
fatal froika
e, fontudo,
franquilidade.
e, fortanto
e fara além de fudo
um éfe é
um éfe de fovo fusitano.
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maria toscano.
8/ Junho/ 2000; 15/ Setembro/ 2002; 3/ Agosto/ 2011.
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quinta-feira, abril 01, 2010

despesas, crise, apertar o cinto: para quem?

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clique no título para aceder ao blogue do Vicente Ferreira da Silva
que nos encaminha para o Orçamento aprovado...
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mt, Grata a VFS
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sexta-feira, setembro 25, 2009

Uma ditadura perto de nós - por Joaquim Letria

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NÃO HÁ A CERTEZA de que uma ditadura corra perigo de morte quando lhe secam as fontes de rendimento. Do que há a certeza é que um ditador vive muito mais confortavelmente com fontes de rendimento a jorrar-lhe para os bolsos.
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As razões são simples. A disponibilidade de dinheiro abundante permite ao ditador subornar as elites vinculadas ao regime, anestesiar a consciência crítica de sectores importantes da sociedade e, quando há ânsia de alargar o poder para além das próprias fronteiras do regime, manter estados vassalos e comprar as respectivas consciências mais convenientes no poder.
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A ausência de dinheiro e de rendimentos confortáveis aumenta a necessidade de criar e manter um estado policial mais ou menos eficiente, cujo propósito mais importante é vigiar quem está perto do poder e agitar um forte aparelho de intimidação capaz de infligir um temor paralisante em todos os sectores da população.
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Todas as ditaduras fazem isto ou algo parecido, compensando a sua própria incompetência repressiva com dinheiro para comprar lealdades e financiar o populismo redistributivo. Enfim, todos nós conhecemos este fenómeno e envolventes circunstâncias, mais perto ou mais longe de nós. Mas por que razão estou eu a pensar e a escrever isto, não me dizem?!.
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«24 horas» de 24 de Setembro de 2009
Joaquim Letria in sorumbátco

sexta-feira, março 20, 2009

E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

E Jesus pediu a reforma antecipada aos 33 anos...
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Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e,
sentado sobre uma grande pedra,
deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:
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- Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...
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Pedro interrompeu:
- Temos que aprender isso de cor?
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André disse:
- Temos que copiá-lo para o caderno?
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Tiago perguntou:
- Vamos ter teste sobre isso?
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Filipe lamentou-se:
- Não trouxe o papiro-diário.
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Bartolomeu quis saber:
- Temos de tirar apontamentos?
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João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?
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Judas exclamou:
- Para que é que serve isto tudo?
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Tomé inquietou-se:
- Há fórmulas? vamos resolver problemas?
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Tadeu reclamou:
- Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto!?
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Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!
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Um dos fariseus presentes,
que nunca tinha estado diante de uma multidão, nem ensinado nada,
tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:
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* Onde está a tua planificação?
* Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
* E a avaliação diagnóstica?
* E a avaliação institucional?
* Quais são as tuas expectativas de sucesso?
* Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
* Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
* Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
* Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
* E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
* Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
* Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?
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Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
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* Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado, em devido tempo, pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.
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... E Jesus pediu a reforma antecipada
aos 33 anos...
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mt Grata a AM
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domingo, fevereiro 15, 2009

Mário Crespo: "Está bem... façamos de conta" - JN de 9/2/2009

Está bem... façamos de conta. 2009-02-09
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Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
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Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu.
Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

portugalês mal enjorcado - sinais dos tempos...

Dicionário do disparate
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Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.
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Amandar
O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'
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Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
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Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
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Capom
Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
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Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
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Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.
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É assim...
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
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Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.
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Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
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Falastes, dissestes...
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES.
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Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.
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Há-des
Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'
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Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver
acho esta palavra muita gira. Também existe a variante "Inclusivel".
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A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como
'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?
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Nha
Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA.
Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma
poupança extraordinária.
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Númaro
Também com a vertente "númbaro". Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em
claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
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Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.
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Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: 'Sou
perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.
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Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.
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Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um
'prontus'! Fica sempre bem.
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Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais...
Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
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Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O "stander" é um dos grandes clássicos do "português da cromagem"...
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Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode
ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim...
tipo, tás a ver?
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Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze
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(mt grata à mcl também conhecida por gm~m~ ... )
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

De que estamos à espera? - Clara Ferreira Alves no Expresso

De que estamos à espera? - CLARA FERREIRA ALVES
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Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
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Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos. 
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Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades. 
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Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
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A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
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Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
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Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
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Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
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Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
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E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
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Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
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Vale e Azevedo pagou por todos?
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Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
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Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
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Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
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Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
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Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
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Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
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No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
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As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
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E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
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E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
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Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
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E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
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E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
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O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
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E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
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E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
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Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
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Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
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Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
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Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
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Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.
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Clara Ferreira Alves - "Expresso"
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//Nota de edição deste artigo: 
A formatação do texto — e só a formatação — sofreu alterações da nossa responsabilidade.
Para ver o artigo original — na edição do triplov.com (por razões de rapidez da pesquisa "on line" foi a 1.ª versão que encontrámos), pf, clicar no título deste "post". //
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(mt GraTa a RM pelo envio deste artigo)
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segunda-feira, dezembro 22, 2008

Boca do Inferno – Ricardo Araújo Pereira in "Visão" Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

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A crise está em crise
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"A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado."
(clicar no título deste post para ler o artigo na íntegra)
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quarta-feira, novembro 19, 2008

ser "o magalhães" ou ser "the magalhation" ? - eis a questão (alguns elementos para reflexão)

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Se atentarmos na informação prestada (escrita e visual) do sítio da "classmatepc"  deparamo-nos com... ??? !!! o "nosso" magalhães ? ! 
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O "nosso", a ser "nosso", segundo a SIC noticiou ia ser fabricado... no quadro do Plano Tecnológico, por empresas nacionais e pela  Intel (vejam o noticiário de Julho passado, no link da SIC).
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Esse - o da classmate - o que já existe, data de 2006, e é um laptop de baixo custo destinado ao (dito) 3.º mundo, o qual, aliás, já é comercializado... pela Amazon
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Então, afinal, em que ficamos?
Temos, ou não temos, um Magalhães a correr o mundo pela segunda vez na História?
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Ou será que não passa de um  "The Magalhation"?
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"um computador pouco português" - podia (e pode) ler-se no IOL Diário
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parece, até, que (cito informação que me chegou pelo e-mail)
a) "O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares;
b) A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor.
c) A Intel terá saído do consórcio e criado o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento."
então...
d) Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte?
e) A JP Sá Couto, que já fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo?"
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elementos para pesquisarmos, aferirmos e reflectirmos, certo?
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já agora, no mesmo IOL Diário, se fizermos uma busca/pesquisa por "magalhães", obtemos 13 páginas com artigos e, de entre estas, vale a pena ler-se o périplo da viagem do dito por cá, e não só...
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mt (Grata a AM e ainda a blogues que debatem este tema)
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para mais informações, ler aqui 
já de abalada? ande cá! corra a cuartina de riscas e sente-se aí no mocho (no canapé? é melhor nã, nã seja que as preguetas lhe dêem cabo da roupa).
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faz calôrê nã? é tempo dele! no cântaro hai água fresquinha! e se quiser entalar alguma coisaaaa... a asada das azeitonas está chêinha, no cesto hai bobinha e papo-secos (com essa chôriça... ou com o quêjo de cabra, iiiisso!, nessa seladêra de esmalte!);
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chegue-se à mesa! - cuidado não lhe rebole a melancia para cima dos dedos do péi... assim... - entã nã se está melhórê?
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nã, nã, agora nã vai máinada! estou a guardar-me pra logo... ora na houvera de sêri! ah! já lhe dê o chêro! pois é: alhos e coentros e um nadica de vinagrê... vem aí do alguidar de barro... sim, sã nas carnes prá cêa.
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como nã sê o que o trouxe cá, forastêro, ‘stêja nesta sulmouradia como à da sua: pode ir mirando os links ("do monte"; "olivais..."; "deste planAlto..."; estas é que são...") os montes de que gostamos; pode ir vendo os posts por data ou esprêtando as nossas etiquêtas
("portados"); ou pode ir passando os olhos só pelos mais recentes.
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ah! repare lá que por estes lados nã temos o hábito de editarê todos os dias - não é um blogue-diário, 'tá a vêri?; pensámo-lo antes como sendo uma espécie de blogue-testemunho das vozes do Sul (o de cá e os Suis todos); mas temos ainda muito qu'arengar... vamos lá chegando, n'éi? devagarê, que o sol quêma!
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